Mais um programa em escola de Yoga. Dessa vez em Santa Maria da Feira, perto do Porto.
Um dos “highlights” dessa temporada foi o programa no templo
Radha-Krishna da Comunidade Hindu de Lisboa.
O templo é enorme, muito opulento e muito bem construído. Na foto, o excelente bhajan inicial.
Nossa visita teve uma receptividade bem especial por parte dos líderes da comunidade hindu. Em outras ocasiões, eles pareciam mais frios e distantes.
Dessa vez, no entanto, a recepção foi bem calorosa e eles
estavam bastante felizes com a nossa visita. Chegaram, inclusive a convidar uns
intelectuais portugueses que, de uma forma ou outra, tinham alguma
ligação com o templo hindu, para assistirem a pregação sobre o Bhagavad-gita
em português. Nesse templo, todas as funções são faladas em língua
gujarat, pois os membros são originários dessa região da Índia. Nem outros
indianos de outras regiões, que falam outras línguas, como bengali, tamil,
hindi, telugo, etc., podem entender. Um pouco diferente da mentalidade do
movimento de sankirtana de Sri Caitanya Mahaprabhu, não acham?
Como em muitos templos hindus, existem vários altares com muitas divindades.
Para alegria dos Krishna-bhaktas, as deidades principais desse templo são Sri Sri Radha-Krishna muito belos.
Um dos grandes problemas que a comunidade hindu está
passando, de acordo com o que nos revelou alguns lideres, é o descaso dos jovens,
filhos de famílias indianas, com a cultura e com a religião da tradição
deles. Eles entraram de cabeça na onda consumista e materialista, que é o modelo
ocidental predominante. Quem dará continuidade a essa missão? Essa é
a grande preocupação dos mais velhos. Na foto, outro aspecto da aula
dada por Purushatraya Swami.
Essa visita foi bem importante para a ISKCON manter uma boa
relação com a comunidade hindu de Portugal. De um lado, nossa congregação,
sincera e consciente, mas bem reduzida e sem recursos materiais, do outro lado, a
comunidade hindu, composta de comerciantes abastados e desejosas de
preservar sua cultura, mas sem grande força espiritual. O ideal seria
uma parceria. O caso é que isso deve ser feito sem, contudo, comprometer o
espírito do movimento de Srila Prabhupada. Pela nossa experiência,
sabemos que isso é, infelizmente, um pouco difícil para a maioria dos
indianos compreenderem com clareza, pois são muito apegados aos seus costumes e
tradições regionais. O movimento do senhor Caitanya é aberto para
todos. Na foto, entrevista com um importante canal de televisão durante nossa
visita ao templo Radha-Krishna.
O festival do último domingo não aconteceu no templo, mas foi alugado um salão,
pois tivemos um programa especial,com cerimônia de iniciação. No templo, seria muito apertado.
Na foto, o agni-hotra em ação, em pleno Svaha! Svaha! Svaha!
À direita, junto à arena, Irakli, da Geórgia, mas residente em Portugal, que recebeu o
nome de Yogesvara Dasa.
Ao seu lado, Nino, brasileiro residente em Portugal,
agora chamado Nandagopa Dasa. Também sentado junto à arena, ao lado de
Nandagopa, está Rama Raghava Prabhu, devoto brasileiro radicado em Portugal, que
coordena a ISKCON local. Junto da arena senta-se também Nandarani
Mataji,que recebeu a segunda iniciação. Nandarani dd nasceu no Irã, mas
está radicada em Portugal.
A execução do yajna ficou a cargo de Pradyumna, devoto brasileiro também radicado em Portugal.
Pradyumna faz um agni-hotra muito elaborado,com inúmeros mantras e mudras.